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Archive for setembro \12\UTC 2011

Pus na parede um prego a mais.

Andava tudo árido, pessoas e paisagens. Corrente líquida só dividia semblante e a primavera fez-se longe da calidez dos sertões, mas perto daquele cheiro febril que desvendaria caminho…

Gracias, 1N1.

Laurita.

A  Adormecida

Que segredo incandesces no peito, minha amiga,
Alma por doce máscara aspirando a flor?
De que alimentos vãos teu cândido calor
Gera essa irradiação: mulher adormecida?

Sopro, sonhos, silêncio, invencível quebranto,
Tu triunfas, ó paz mais potente que um pranto,
Quando de um pleno sono a onda grave e estendida
Conspira sobre o seio de tal inimiga

Dorme, dourada soma: sombras e abandono.
De tais dons cumulou-se esse temível sono,
Corça languidamente longa além do laço,

Que embora a alma ausente, em luta nos desertos,
Tua forma ao ventre puro, que veste um fluido braço,
Vela, Tua forma vela, e meus olhos: abertos.

(Paul Valéry)

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Amélie

“Então, minha querida Amélie… Você não tem ossos de vidro. Pode suportar os baques da vida. Se deixar passar essa chance, então, com o tempo seu coração ficará tão seco e quebradiço quanto meu esqueleto. Então vá em frente, pelo Amor de Deus…”

Le fabuleux destin d’Amélie Poulain

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