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Archive for fevereiro \14\America/Recife 2020

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Ali fora as águas chegam pra amenizar o calor, limpar e renovar, mesmo que o ralo transborde ou alague a sala limpa. A gente aproveita pra regar livre a planta bonita que veio enfeitar a casa, mesmo que isso exija forçar mais e se estirar até a ponta dos pés. O tempo das plantas tem chegado como tempo de cuidar de dentro. Lá fora as geografias impossíveis, embora ainda se escute canto de passarim. Aqui os alentos da terra úmida de sentir o cheiro e enterrar as mãos, das cores vivas e das alegrias tranquilas. O olhar/retrato é de @fa.bio.santos. Muito agradecida, meu bem. 🍀🌻

 

Laurita

Fev/2020

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Tajá

Tempos atrás decidi pedir de presente azamizade mudas de suas plantas preferidas pra enfeitar meu pedacim de terra lá no Pinga, na serra do Horebe, a casa e o terreiro que eram de vozinha Licôr. Chamaria cada planta pelo nome de quem me presenteou e perto delas teria uma plaquinha de madeira com seu nome de planta, seu nome de pessoa e a data que chegou por lá. Fiquei pensando que era um bom jeito de ter nossa energia materializada naquele chão que tanto amo, quando não estivermos mais nesse plano, pra povoar o assunto de quem for chegando depois. Ter plantas em casa hoje me faz sentir um pouco no Pinga, no Horebe, no sertão. Cuidar das plantas também é um movimento de cuidado mais pra dentro que pra fora, cuidado comigo, com as cores que escolhi para a vida e com as pessoas que sempre deixam um tanto delas aqui em mim e na minha casa. É deixar desconectar e ir embora o que não cabe mais por aqui. Essa bonita no retrato se chama Valéria, pois veio do quintal de Maria Valéria Rezende, e vive aqui se misturando com sua literatura/memória de dizer de pessoas e realidades invisibilizadas. Com poesia, sempre:

“Eu ficava tão magoado vendo uma árvore morrer que me abraçava com ela querendo morrer também. Depois juntava as sementes que ela espalhava no chão para lhe dar uma descendência longe daquele perigo. Foi aí que os companheiros me apelidaram de Caroço. Os bolsos das minhas calças viviam encaroçados dessas promessas de vida que eu guardava sem saber se ia poder semear ou se iam morrer comigo”.

É um trecho do livro Ouro Dentro da Cabeça. ❤️

 

Laurita

jan/2020

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