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Archive for the ‘a Serra do Horebe’ Category

a serra do Horebe

Dia 5 de dezembro foi aniversário de minha amada Monte Horebe. Bem novinha, 52 é o número que conta seus anos. Quem me conhece um pouquinho de nada, já sabe o quanto a coloco nos meus mapas, onde quer que eu esteja.

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A serra do Horebe é o abraço de Soizinha.
É seus olhos não enxergarem e ela me reconhecer por esse abraço.
É a carne de sol com fritas e cerveja geladíssima lá de Almir.
É manga “diveiz” com sal e aquele pão paulista de Bedeta.
É estar em João Pessoa e fazer linha reta de frente pra trás, leste a oeste, no mapa da Paraíba, pra mostrar onde fica a terrinha.
É a “crechinha” que eu amo: um monte de criança linda que me chama de Tia Laurita e adora desabar comigo pro sítio, carro entupido de “mininu” perguntando cadê aquela música de Chico César que eu sempre ouço. (rs)
É o balanço da cadeira, fim de tarde, enquanto o sol se deita ao som de boa prosa, gente botando assunto em dia pelas calçadas.
É ter notícias de que ex-alunos da serra do Braga, de 13 anos atrás, foram na casa de mainha, dia de feira, me deixaram um abraço e mandaram lembrança.
Horebe é minha raiz Dias do Nascimento: Vô Venâncio num busto no meio da praça e as lembranças mais recentes de painho, Rodrigo, Orlando, Vô Joca e Vó Daíva, arrudiando meu juízo com um monte de saudade.
É a ida à casa dos tios pra dar a “bença” e aqueeeeleee cheiro nos primos.
É o convite recorrente a todos os meus amigos pra sentir o friozinho da serra, a vontade de levar os hermanos da Arte pra fazer um festival com um monte de oficinas por lá.
Monte Horebe é a escassez de possibilidades que, mais grave tempos atrás, me empurrou tão cedo pra beber do mundo e aguçar intuição.
Mas Monte Horebe também é apostar na juventude que se desalinha ao óbvio, ao banal e ao medíocre.
É a força de minha mãe Lindeci e a sensibilidade de meu pai Chico Dias.
A amorosidade, confiança e proteção que hoje sinto do meu irmão Franklin.
É a lembrança de meu irmão Rodrigo brincando com minha sobrinha Letícia e com Malu, sua cadela quase gente que foi morar com mainha quando ele foi morar no cosmo.

É rir sozinha lembrando das histórias engraçadas de quando painho era delegado.
É correr na casa de Valdir, difíceis tempos, pra mostrar poesia nova a ele, e viu-se verso(!), e assim manter a sanidade!
É ensaiar coreografia com Ivacarla, meninas-moças ainda, pra dançar igualzinho na próxima festa na quadra. Kkkk
É pensar em Luksfran com a certeza de que a distância separa matéria, nunca a energia das amizades verdadeiras.
É ser uma das 5 Lauritas da Família, em memória de minha vó que morreu de parto e inspirou verso bonito de meu pai: “na parede que mamãe botou cortina, uma aranha teceu e fez morada”.
O Horebe é o Sítio Pinga, onde aprendi a andar de bicicleta, dirigir e vivenciar a afetividade de ser professora/educadora aos 15 anos de idade.
O Pinga de painho de minha infância, onde chupei muita laranja, tomei muita água de coco e de onde ainda lembro o gosto dos cajus daquele pé perto da cerca, divisa com a terra de seu Onofre e seu curral.
O Pinga, onde hoje mainha recebe a mim e meus amigos com tanto Amor, cuidado e respeito ao diferente.
Horebe é meu desejo de vida mais simples, num futuro já já, fugindo do caos e cuidando de minha hortinha orgânica no terreiro de casa.
É o céu mais estrelado do mundo e o luar esplendoroso, que ocupa tanto dessas minhas memórias afetivas.
Diz meu amigo Irapuan que na serra do Horebe a gente fica mais perto de Deus.

O luar é feito esse, dessa foto linda de Wênio Pinheiro Araújo, na nossa ida pra lá na Semana Santa de 2012.

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