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Archive for the ‘luz do meu terreiro’ Category

chão do meu terreiro

Essa foto é muito simbólica. O pôr do sol é sempre de uma boniteza e melancolia imensas. Representa muito dos ciclos naturalmente se encerrando para dar lugar a transição para outro dia, outro tempo. Sempre achei que é depois dele, antes da noite chegar com suas durezas, mistérios, fugas, seduções e curas, a hora que o mundo fica com a cor mais bonita. Um ano atrás eu fiz essa foto lá no meu chão, na minha casa no Pinga que foi da minha Vó Licôr. Ainda não tinha consciência de que era tempo de ciclos se encerrarem. Até hoje corro pelos terreiros dos dias do jeitinho que Larissa e Maria Luiza correram para essa luz melancólica que aquece tanto a alma, tal qual o nascer do sol do outro dia que sempre vem. As curas, nas noites, chegam a preço de muito autoconhecimento. Preço caríssimo esse de trazer a própria pequenez à luz, olhar com honestidade para o que há de mais involuído em si e se querer pessoa melhor. Mas vi também que dessa sombra penumbrosa a gente consegue enxergar as cores todas do caminho com clareza assustadora. E é bonito demais. É chegar naqueles lugares sensíveis e perenes que nos fazem sentir as proteções, a mágica dos Encontros, o Sagrado Feminino, as razões de ser para o que há pouco não se compreendia. Às vezes um dia dura um ano. E assim vou findando transições, acertando o passo entre um flerte com a noite e a mansidão do dia que chega pela minha varanda. Aqui na rede rubra e num balanço vagaroso, vou bebendo dos sóis nesses dias que chegam no litoral e aquecem a alma tal qual o suor de Larissa e Maria Luiza, de encontro ao ocaso no terreiro meu e de vozinha lá no Pinga, na minha Serra do Horebe.

É um bom dia de gratidão! 💙

Laurita.

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